- O que acha da condução dos portugueses?
- Acho que os portugueses conduzem muito mal.
- Mal, como?
- Há muita falta de civismo, demasiados excessos e manobras perigosas.
- Mas, como é português, também...
- Eu?! Eu sou português, mas conduzo bem!
2006-04-01
2006-03-26
2006-03-25
Mesa sutra
Há vários dias que ansiava por hoje. Estava tudo preparado para a receber convenientemente. Da primeira vez que ela tinha entrado cá em casa, praticamente não lhe liguei nenhuma. Claro que a achei muito bonita, mas tratei-a como se já cá cantasse. Ignorei-a durante algumas semanas. No fundo, prometia a mim mesmo que um dia lhe tratava da saúde...
Pois esse dia foi hoje. Deixei-a sossegada na sala e fui tratar de uns assuntos. Aproveitei e cortei o cabelo. Na realidade foi o barbeiro que o cortou...
Depois do almoço, comecei a aproximar-me. Devagar, mas com segurança. Consegui disfarçar a minha ansiedade, ainda que isso pouco lhe importasse.
Após as primeiras carícias, fui buscar o óleo. Ela haveria de ficar bem untada e brilhante. E ficou mesmo...
Ainda me parecia mais bonita. Talvez pelo jogo de luz entre as janelas da sala e a sua superfície reluzente.
Mal me consegui conter quando a tentei abrir. Apesar de escorregadia e da sua resistência, consegui. Depois disso, estive ao lado dela e por debaixo. Ainda pensei em subir para cima dela, mas não era uma posição necessária e muito menos que a favorecesse.
Já sentia alguns músculos doridos, mas não podia perder o vigor.
Para concluir, digamos que foi limpinho. Para ser franco, o tampo de vidro ainda tem algumas marcas. Provavelmente do óleo de cedro, ou não a tivesse lambuzado toda...
Se for preciso, amanhã dou-lhe outro tratamento. Espero que as cadeiras não tenham ficado com inveja...
Pois esse dia foi hoje. Deixei-a sossegada na sala e fui tratar de uns assuntos. Aproveitei e cortei o cabelo. Na realidade foi o barbeiro que o cortou...
Depois do almoço, comecei a aproximar-me. Devagar, mas com segurança. Consegui disfarçar a minha ansiedade, ainda que isso pouco lhe importasse.
Após as primeiras carícias, fui buscar o óleo. Ela haveria de ficar bem untada e brilhante. E ficou mesmo...
Ainda me parecia mais bonita. Talvez pelo jogo de luz entre as janelas da sala e a sua superfície reluzente.
Mal me consegui conter quando a tentei abrir. Apesar de escorregadia e da sua resistência, consegui. Depois disso, estive ao lado dela e por debaixo. Ainda pensei em subir para cima dela, mas não era uma posição necessária e muito menos que a favorecesse.
Já sentia alguns músculos doridos, mas não podia perder o vigor.
Para concluir, digamos que foi limpinho. Para ser franco, o tampo de vidro ainda tem algumas marcas. Provavelmente do óleo de cedro, ou não a tivesse lambuzado toda...
Se for preciso, amanhã dou-lhe outro tratamento. Espero que as cadeiras não tenham ficado com inveja...
2006-03-23
Andar confrangedor
Não escrevo sobre um andar novo, nem sobre um velho. Não escrevo sobre apartamentos, nem moradias. Escrevo sobre uma situação confrangedora a qual, mais cedo ou mais tarde, acontece a qualquer um.
Vai uma pessoa descansada pela rua, quando, sem mais nem menos, encontra-se lado a lado com outra. Ao princípio parece natural. Quem anda pela rua, arrisca-se a encontrar outras pessoas. O problema surge quando se apercebem que vão na mesma direcção, sentido e à mesma velocidade. Nesse momento começa a preocupação. Aquela pessoa estranha, que não conhecemos de lado nenhum, caminha a nosso lado. E isso está reservado às pessoas que conhecemos.
E lado a lado vão caminhando.
Espreitam pelo canto do olho.
Poderá ser alguém conhecido.
Mas não é esse o caso. Entretanto, começam a tentar variar a velocidade, para que uma delas se destaque. O pior é se ambas abrandam ou aceleram o mesmo... A partir daí é preciso mudar de direcção. Nem que seja para ver uma montra.
Depois da parelha desfeita, ambas regressam ao conforto do conhecido...
Vai uma pessoa descansada pela rua, quando, sem mais nem menos, encontra-se lado a lado com outra. Ao princípio parece natural. Quem anda pela rua, arrisca-se a encontrar outras pessoas. O problema surge quando se apercebem que vão na mesma direcção, sentido e à mesma velocidade. Nesse momento começa a preocupação. Aquela pessoa estranha, que não conhecemos de lado nenhum, caminha a nosso lado. E isso está reservado às pessoas que conhecemos.
E lado a lado vão caminhando.
Espreitam pelo canto do olho.
Poderá ser alguém conhecido.
Mas não é esse o caso. Entretanto, começam a tentar variar a velocidade, para que uma delas se destaque. O pior é se ambas abrandam ou aceleram o mesmo... A partir daí é preciso mudar de direcção. Nem que seja para ver uma montra.
Depois da parelha desfeita, ambas regressam ao conforto do conhecido...
2006-03-22
Blogger Problem
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Status code: 1-500-11
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Assim é mais fácil descansar a vista...
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2006-03-19
Ide-vos encher de moscas
Parece que isso das feromonas e atracção sexual e etecétera e tal, até nem funciona mal. Funciona de tal maneira bem, que insecticidas há que atraem milhares de moscas para lhes demonstrar que foram atraídas para a morte. Num último banquete elas comem até morrer. A eficácia deste insecticida é tal que, para potenciar a mortandade, ele não só mata as moscas que se encontravam no recinto onde foi aplicado, como atrai moscas dos arredores. Assim mata mais que o comum dos insecticidas.
Isto até seria interessante do ponto de vista de quem quisesse exterminar as moscas, não fosse o facto de funcionar como ponto de encontro de moscas para acasalamento. O que é ligeiramente contrário ao propósito de um insecticida. É que nem todas as moscas chegam ao tal banquete. Algumas chegam às redondezas e encontram outras moscas com as quais podem distrair-se. Outras chegam tão atrasadas que já nada resta para comer.
Com insecticidas assim, não admira que haja localidades inteiras às moscas...
Isto até seria interessante do ponto de vista de quem quisesse exterminar as moscas, não fosse o facto de funcionar como ponto de encontro de moscas para acasalamento. O que é ligeiramente contrário ao propósito de um insecticida. É que nem todas as moscas chegam ao tal banquete. Algumas chegam às redondezas e encontram outras moscas com as quais podem distrair-se. Outras chegam tão atrasadas que já nada resta para comer.
Com insecticidas assim, não admira que haja localidades inteiras às moscas...
2006-03-09
Descansar a vista
Depois de um dia a trabalhar agarrado a um computador, que melhor maneira de descansar a vista que escrever agarrado a outro computador?!...
Bom, talvez ver televisão...
Ler um livro...
Ver um filme...
Bom, talvez ver televisão...
Ler um livro...
Ver um filme...
2006-03-05
Show de modelos
O Salão Internacional do Automóvel de Genebra já passou dos 100 anos e continua em boa forma. Ver imagens dessa exposição relembrou-me do quanto eu gosto dessas exposições. Relembrou-me porque não é fácil assistir regularmente a salões do automóvel a sério, quanto mais desta grandeza...
O que eu mais gosto nestas exibições é do grande nível e variedade de modelos em mostra. Ou à mostra...
Desde traseiras atraentes, a faróis imponentes, tudo é apresentado de forma a realçar os modelos. Abrindo portas, sentando ou até mesmo deitando, tudo é calculado para causar impacto. E de que maneira causa...
Talvez seja melhor assim. Se eu pudesse frequentar tais exposições, acabaria por andar a salivar e, quiçá, até a babar só de olhar para aquelas máquinas que gostaria de possuir. Nem que fosse apenas por uns instantes. Nem me passaria pela cabeça possuir várias, dado o elevado preço de manutenção. Nem sequer me passaria pela cabeça o preço da aquisição.
Bastar-me-ía poder sentir o prazer. Que bem que ficariam nas minhas memórias umas voltinhas com tais modelos...
E também gosto muito dos automóveis em exposição...
O que eu mais gosto nestas exibições é do grande nível e variedade de modelos em mostra. Ou à mostra...
Desde traseiras atraentes, a faróis imponentes, tudo é apresentado de forma a realçar os modelos. Abrindo portas, sentando ou até mesmo deitando, tudo é calculado para causar impacto. E de que maneira causa...
Talvez seja melhor assim. Se eu pudesse frequentar tais exposições, acabaria por andar a salivar e, quiçá, até a babar só de olhar para aquelas máquinas que gostaria de possuir. Nem que fosse apenas por uns instantes. Nem me passaria pela cabeça possuir várias, dado o elevado preço de manutenção. Nem sequer me passaria pela cabeça o preço da aquisição.
Bastar-me-ía poder sentir o prazer. Que bem que ficariam nas minhas memórias umas voltinhas com tais modelos...
E também gosto muito dos automóveis em exposição...
2006-02-27
2006-02-24
A contagem dos patos
Todos os dias mais um pato bravo cai. Lá pegam nele, com todas as cautelas, e levam-no para ser analisado. Todos os dias há mais um boato ou facto sobre a tal gripe. O consumo de carne de aves vai caindo, à medida que o medo vai subindo.
No outro dia, quase estupidamente, à primeira audição, alguém dizia que não percebia porque tinham tanto medo das aves e nenhum do tabaco. Aqueles pacotinhos onde vem anunciado um sem número de eventuais maleitas físicas. Eventuais, mas quase certas. Mais cedo ou mais tarde, elas aparecem.
Há uns anos tivémos medo das vacas. Agora temos medo dos patos.
As pessoas tornam-se cuidadosas à medida da facilidade dos cuidados.
Já toda a gente se vacinou contra a hepatite-B? Será assim tão caro e difícil ficar imunizado?
E toda a gente tem cuidados em relação ao sexo? Ou quando chega a tesão, a cabeça aquece de tal forma, que não há protecção?
Que dizer da condução de toda a gente? Acaso será difícil de perceber o que pode acontecer quando se conduz estouvadamente?
A caca do cãozinho que fica na rua ou no relvado não é um caso de saúde pública? Ou as pessoas voam como os patos sem tocar nos restos desses dejectos?
A doença é inevitável e chegará ao Homem, mais cedo ou mais tarde.
Não tenho assim tanto medo dos patos bravos que voam. Tenho mais medo dos outros...
No outro dia, quase estupidamente, à primeira audição, alguém dizia que não percebia porque tinham tanto medo das aves e nenhum do tabaco. Aqueles pacotinhos onde vem anunciado um sem número de eventuais maleitas físicas. Eventuais, mas quase certas. Mais cedo ou mais tarde, elas aparecem.
Há uns anos tivémos medo das vacas. Agora temos medo dos patos.
As pessoas tornam-se cuidadosas à medida da facilidade dos cuidados.
Já toda a gente se vacinou contra a hepatite-B? Será assim tão caro e difícil ficar imunizado?
E toda a gente tem cuidados em relação ao sexo? Ou quando chega a tesão, a cabeça aquece de tal forma, que não há protecção?
Que dizer da condução de toda a gente? Acaso será difícil de perceber o que pode acontecer quando se conduz estouvadamente?
A caca do cãozinho que fica na rua ou no relvado não é um caso de saúde pública? Ou as pessoas voam como os patos sem tocar nos restos desses dejectos?
A doença é inevitável e chegará ao Homem, mais cedo ou mais tarde.
Não tenho assim tanto medo dos patos bravos que voam. Tenho mais medo dos outros...
2006-02-20
Blog in
Já passou um bocado a moda, mas ainda se está in se se tem blog. Quem não tem, está out.
Não haverá falta de leitores para tanto blog? Quase que diria que há mais escritores que leitores.
Talvez por efeito de colagem, se sinta um certo prestígio. Se eu tenho um blog e, por exemplo, o Pacheco Pereira também. Logo temos quase a mesma importância. Logo, eu, que sou um ser anónimo, passo a ter pretensões a ser alguém importante.
Às vezes mais que ser reconhecido, prefere-se ser conhecido. Qualquer publicidade é boa. Como vivemos num meio pequeno, o que talvez explique a pequenez de muita gente, toda a gente se conhece. Este meio lembra-me aqueles documentários sobre o comportamento dos símios: a malta gosta é de catar e de ser catado. É que, citando, uma jurista muito especial, "ninguém dá nada a ninguém"...
Não haverá falta de leitores para tanto blog? Quase que diria que há mais escritores que leitores.
Talvez por efeito de colagem, se sinta um certo prestígio. Se eu tenho um blog e, por exemplo, o Pacheco Pereira também. Logo temos quase a mesma importância. Logo, eu, que sou um ser anónimo, passo a ter pretensões a ser alguém importante.
Às vezes mais que ser reconhecido, prefere-se ser conhecido. Qualquer publicidade é boa. Como vivemos num meio pequeno, o que talvez explique a pequenez de muita gente, toda a gente se conhece. Este meio lembra-me aqueles documentários sobre o comportamento dos símios: a malta gosta é de catar e de ser catado. É que, citando, uma jurista muito especial, "ninguém dá nada a ninguém"...
Alguém levará a mal?
Eu levo!
Nem quando era pequeno, ou talvez especialmente por ser pequeno, gostava do Carnaval. Talvez por me faltar a necessidade de me portar como um grande maluco ou de, simplesmente, me mascarar.
Aliás, associo a máscara à mentira e desprezo ambas. Sou capaz de desprezar um bocadinho menos as máscaras se souber o que está por detrás...
No entanto, até aceito que a malta precise de descomprimir. Desde que não me comprimam sem eu querer...
A culpa das necessidades carnavalescas deve casar com a opressão da rotina. Quem tem por rotina, não entrar em rotinas, não precisa do Carnaval.
Eu prefiro ir soltando a pressão, evitando assim o risco de explosão. E dou clara preferência ao alívio discreto. Que quase ninguém dá por isso. Sorrateiramente, deixo a pressão em excesso sair. Só quem estiver perto poderá assistir de local privilegiado a tal sopro...
Felizmente o Carnaval está um bocadinho mais civilizado, apesar de abrasileirado.
Por outro lado, até aprecio algumas das manifestações carnavalescas. Desde que a uma distância segura...
Nem quando era pequeno, ou talvez especialmente por ser pequeno, gostava do Carnaval. Talvez por me faltar a necessidade de me portar como um grande maluco ou de, simplesmente, me mascarar.
Aliás, associo a máscara à mentira e desprezo ambas. Sou capaz de desprezar um bocadinho menos as máscaras se souber o que está por detrás...
No entanto, até aceito que a malta precise de descomprimir. Desde que não me comprimam sem eu querer...
A culpa das necessidades carnavalescas deve casar com a opressão da rotina. Quem tem por rotina, não entrar em rotinas, não precisa do Carnaval.
Eu prefiro ir soltando a pressão, evitando assim o risco de explosão. E dou clara preferência ao alívio discreto. Que quase ninguém dá por isso. Sorrateiramente, deixo a pressão em excesso sair. Só quem estiver perto poderá assistir de local privilegiado a tal sopro...
Felizmente o Carnaval está um bocadinho mais civilizado, apesar de abrasileirado.
Por outro lado, até aprecio algumas das manifestações carnavalescas. Desde que a uma distância segura...
2006-02-12
Não me insultem
- Não és capaz de chamar filho da puta ao teu vizinho!
- Por que raio de razão haveria eu de o insultar dessa forma?
- Era só para lhe mostrar que poderias insultá-lo se quisesses.
- E porquê?
- Era giro vê-lo irritado. Mostravas a todos que não tinhas medo dele, apesar do seu comportamento primitivo.
- Ainda assim não vejo motivos para tal.
- É uma questão de liberdade de expressão!
Eu exprimo-me bem. Os outros são muito primitivos...
- Por que raio de razão haveria eu de o insultar dessa forma?
- Era só para lhe mostrar que poderias insultá-lo se quisesses.
- E porquê?
- Era giro vê-lo irritado. Mostravas a todos que não tinhas medo dele, apesar do seu comportamento primitivo.
- Ainda assim não vejo motivos para tal.
- É uma questão de liberdade de expressão!
Eu exprimo-me bem. Os outros são muito primitivos...
Dias e anos
Não compreendo a preocupação de algumas pessoas com a celebração do aniversário. Parece que envelhecem um ano num dia. Nesse dia, ficam mais velhas e demonstram o seu medo.
Não é de um dia para o outro que envelhecemos. É todos os dias que envelhecemos um pouco.
Alguém dizia-me: "Estou a aproximar-me dos trinta!"
Então e os que se estão a afastar dos trinta? Ou dos quarenta?
A idade passa sem que tenhamos grande mérito nisso. Quer façamos muito, quer nada façamos, o relógio não pára.
O que conta é o que fazemos. O que dizemos, voa com o vento. As intenções ficam registadas em blocos de gelo.
O que deixamos por fazer, pode moer-nos uma vida inteira.
A vida é complicada e não se simplifica com o passar dos anos. Apenas aprendemos a lidar com as situações.
Não há nada como aproveitar o momento, nem que seja no dia de anos. Daí a uns anos, estaremos menos moídos pelo que ficou por dizer/fazer.
Não é de um dia para o outro que envelhecemos. É todos os dias que envelhecemos um pouco.
Alguém dizia-me: "Estou a aproximar-me dos trinta!"
Então e os que se estão a afastar dos trinta? Ou dos quarenta?
A idade passa sem que tenhamos grande mérito nisso. Quer façamos muito, quer nada façamos, o relógio não pára.
O que conta é o que fazemos. O que dizemos, voa com o vento. As intenções ficam registadas em blocos de gelo.
O que deixamos por fazer, pode moer-nos uma vida inteira.
A vida é complicada e não se simplifica com o passar dos anos. Apenas aprendemos a lidar com as situações.
Não há nada como aproveitar o momento, nem que seja no dia de anos. Daí a uns anos, estaremos menos moídos pelo que ficou por dizer/fazer.
2006-02-05
Um cão não tem razão
É bom ter um cão.
Um cão grande e feroz.
A mão alimenta o cão, para que ele se torne ainda maior e mais feroz.
Dá jeito ter um cão, que ponha em respeito os cães dos vizinhos.
Quanto mais assustador for o seu ladrar, mais respeito impõe.
Grave deve ser o ladrar.
Se isso não bastar, tem que estar disposto a morder.
A mão que alimenta o cão, acaricia-o e incentiva-o.
Um cão vencedor é um cão peão.
Se alguém parece ameaçar o dono, o cão enfurece-se e prepara-se para a luta.
O cão não pensa como o dono. Segue o seu instinto e a sua educação.
Um dia o cão morde a mão que o alimenta.
Nesse dia é o dono que se enfurece e deixa de alimentar o cão.
"Cabrão do cão, não me mordas mais a mão!"
Abandonado o cão vagueia atrás do dono à espera da reconciliação.
Esta acontecerá quando o dono voltar a precisar mais do cão que da mão...
Um cão grande e feroz.
A mão alimenta o cão, para que ele se torne ainda maior e mais feroz.
Dá jeito ter um cão, que ponha em respeito os cães dos vizinhos.
Quanto mais assustador for o seu ladrar, mais respeito impõe.
Grave deve ser o ladrar.
Se isso não bastar, tem que estar disposto a morder.
A mão que alimenta o cão, acaricia-o e incentiva-o.
Um cão vencedor é um cão peão.
Se alguém parece ameaçar o dono, o cão enfurece-se e prepara-se para a luta.
O cão não pensa como o dono. Segue o seu instinto e a sua educação.
Um dia o cão morde a mão que o alimenta.
Nesse dia é o dono que se enfurece e deixa de alimentar o cão.
"Cabrão do cão, não me mordas mais a mão!"
Abandonado o cão vagueia atrás do dono à espera da reconciliação.
Esta acontecerá quando o dono voltar a precisar mais do cão que da mão...
2006-01-30
Aparafusar
Nem sei como vivi até hoje sem uma aparafusadora eléctrica. É quase caso para se escrever: havia vida pré-aparafusadora eléctrica e agora há vida...
Agora é aparafusar e desaparafusar a toda a hora, sem parar e quase sem esforço. Haja buracos onde aparafusar, e lá vou eu de aparafusadora em punho.
Antes desta aparafusadora, tinha que aparafusar à força de mão e braço. E quando era preciso aparafusar com mais força ou mais vezes, a mão e o braço ressentiam-se. Até os buracos pareciam apostados em dificultar-me a vida...
Agora não custa nada. É só recarregar a bateria e a aparafusadora está pronta para outra.
E agora perguntam vós, os dois, que ledes isto: a sua aparafusadora tem fio?
A isso respondo eu com um sorriso matreiro: a minha só tem fio no carregador!
Tinha que terminar isto com uma frase que tivesse mais piada em português que em inglês...
Agora é aparafusar e desaparafusar a toda a hora, sem parar e quase sem esforço. Haja buracos onde aparafusar, e lá vou eu de aparafusadora em punho.
Antes desta aparafusadora, tinha que aparafusar à força de mão e braço. E quando era preciso aparafusar com mais força ou mais vezes, a mão e o braço ressentiam-se. Até os buracos pareciam apostados em dificultar-me a vida...
Agora não custa nada. É só recarregar a bateria e a aparafusadora está pronta para outra.
E agora perguntam vós, os dois, que ledes isto: a sua aparafusadora tem fio?
A isso respondo eu com um sorriso matreiro: a minha só tem fio no carregador!
Tinha que terminar isto com uma frase que tivesse mais piada em português que em inglês...
2006-01-29
O sistema
O sistema está por toda a parte.
Vamos a uma repartição pública e não podemos conhecer o nosso histórico. A culpa é do sistema! Toca a pegar nos fabulosos backups em papel...
Vamos actualizar as nossas dádivas de sangue mas os serviços de saúde não têm maneira de ler o cartão de dador. A culpa é do sistema!
Toca a pedir um papel que comprove a dádiva...
O nosso clube joga mal mas é prejudicado pela arbitragem. O dirigente afirma que a culpa é do sistema!
Toca a desculpar o mau desempenho da equipa...
Somos solicitados várias vezes a mostrar aos serviços da Segurança Social que descontámos naquele ano, mas noutra região...
Toca a levar o papelinho religiosamente guardado que demonstra os descontos. Parece que os dados não aparecem no sistema...
Queremos que o blog tenha bastantes visitas. Como isso não acontece, adivinhem de quem é a culpa...
Vamos a uma repartição pública e não podemos conhecer o nosso histórico. A culpa é do sistema! Toca a pegar nos fabulosos backups em papel...
Vamos actualizar as nossas dádivas de sangue mas os serviços de saúde não têm maneira de ler o cartão de dador. A culpa é do sistema!
Toca a pedir um papel que comprove a dádiva...
O nosso clube joga mal mas é prejudicado pela arbitragem. O dirigente afirma que a culpa é do sistema!
Toca a desculpar o mau desempenho da equipa...
Somos solicitados várias vezes a mostrar aos serviços da Segurança Social que descontámos naquele ano, mas noutra região...
Toca a levar o papelinho religiosamente guardado que demonstra os descontos. Parece que os dados não aparecem no sistema...
Queremos que o blog tenha bastantes visitas. Como isso não acontece, adivinhem de quem é a culpa...
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