2008-12-14

Lucy in the Sky with Diamonds

Quem disser que aquilo é um programa para crianças, não está a ver bem a coisa.
Quem disser que aquilo é um programa só para crianças, deve andar a tomar algo para não ver bem a coisa...

2008-10-14

O fim do mundo

Tal como o conhecemos.

E a culpa tem sido do crescimento económico insustentável...













A estimativa deste documentário aponta para uma subida, até agora (não sei desde quando), de 0,8ºC.

Qual foi a sua contribuição para, pelo menos, não agravar o problema?

2008-10-09

Mãos ao ar



Boa altura para mudar a imagem.
Esta está mais consentânea com o momento mais violento que atravessamos.
Parece mesmo estar a responder ao célebre "mãos ao ar que isto é um assalto!"...
A aliar a isto há aquele grito "retire o seu dinheiro!", de modo a avisar toda a gente que alguém tem dinheiro fresco nas mãos.
Para facilitar o trabalho dos assaltantes, há também umas novas caixas multibanco elegantes, mas quase portáteis. Devem caber na mala de uma carrinha Audi.
De vez em quando é necessário alterar o visual. E isso nada tem de mal. Mas o visual, não deve ser apenas um final.

2008-10-08

A banca do Sr. João (parte... Tudo!)

Assim é fácil, Sr. João. Com terceiros a resolver o que ficou por resolver. Com terceiros a garantir o que a banca do Sr. João não pode, ou não consegue.
Mas isso tem um preço. Será que a banca do Sr. João está pronta e disposta a pagar esse preço?
Talvez se tivesse sido mais cautelosa, não estivesse nesta situação...

Talvez os clientes sejam mais cautelosos a partir de agora. Alguém terá de ser...

2008-10-01

Os atrasados do costume

Se o atraso com que as novidades chegam até nós pode servir como medida da nossa distância ao resto do mundo, continuamos bastante isolados. Continuamos bastante afastados do resto do mundo.
Estamos tão isolados que até as crises chegam até nós atrasadas. E que dizer das inovações. A única forma delas não chegarem atrasadas é partirem de nós. Provavelmente chegarão atrasadas aos outros.
Os atrasos são de tal modo persistentes, que começa a ser complicado arranjar culpados. O mais certo será sermos todos. Estamos todos atrasados.
Talvez aí nos inspiremos para a marcação dos nossos encontros. Se um dia este país tiver um encontro marcado com o destino, chegar atrasado será o seu fado.

Curiosamente as subidas do preço do petróleo chegam cá com muito menos atraso que as descidas...
O petróleo é intrinsecamente estrangeiro.

2008-09-26

A banca do Sr. João

O Sr. João acha que os clientes da sua banca são pouco cautelosos.
Talvez ache que eles se devam aproximar da sua banca com desconfiança.
Talvez pense que não devam ser tão crédulos.
Concordo com isso. Na banca do Sr. João, não se deve confiar em ninguém. As pessoas de boa fé correm o risco de ser enganadas.
Na banca do Sr. João, os clientes estão sempre em desvantagem.
Apesar disso, nem podem sequer pensar em alternativas. Acabam sempre por ir lá parar.
À banca do Sr. João.
Para a próxima devem ser mais cautelosos, antes de se dirigirem à banca.
Será que a banca do Sr. João, não precisa de cautela?...

Por outro lado, na banca do Sr. João, ninguém deve tentar limitar a liberdade dos clientes. Ou seja, se eles querem ser pouco cautelosos, lá estará a banca do Sr. João à espera. O Sr. João nem gosta de ouvir falar em mudanças nas taxas da sua banca.

O pior será se a par da pouca cautela dos clientes, também a pouca cautela da banca do Sr. João, venha ao de cima. Ainda veremos a banca do Sr. João a exigir um subsídio...

2008-09-17

The human species

Computerjacking

Com esta plano e esta onda, surgirá um novo termo que a pequenada irá ficar a conhecer por experiência própria.
O que nos vale é que cá é sempre menos mal que os piores. E os piores são menos maus que os piores dos outros.
Mas são os nossos. E é com estes que teremos que (sobre)viver...

2008-09-01

O super-herói

Andava eu preocupado com a falta de super-heróis nesta liga portuguesa, aparentemente cheia de malfeitores, nunca condenados. Sempre suspeitados.
Entretanto surge um Hulk. Não é verde, mas joga pelos azuis. E o verde, verdadeiro, também vestia azul.
Fiquei imediatamente à espera da resposta dos vermelhos. Talvez anunciassem a contratação do Super-Homem (Superman) ou do Homem-Aranha (Spider-Man). Ou talvez não, dada a preferência pelo azul.
O Homem Demolidor (Dare Devil) vinha mesmo a calhar. Além de ser cego, «vê» tudo.
E não é que, qual verdadeiro diabo vermelho, no inferno cada vez mais fresco da Luz, quando nada o faria supor, surge de rompante e castiga o pescoço do juiz auxiliar... Foi um momento diabólico!
Foi um momento que todos os justiceiros portugueses viram com alguma inveja e muita admiração. Sentiram que tudo era possível.
Infelizmente não tenho uma imagem que mostre esse momento e esse ser diabólico que roubou a atenção de todos e deu espectáculo.

Há diabos vermelhos injustiçados que se tornam justiceiros.

Isto, nem o Dare Devil faria...

2008-07-29

Fruto da natureza

Quando é que uma palmeira dá figos?


Eu mostro-lhes...


Serão frutos da natureza.

2008-06-05

Radical

Com concertos destes, não há blog que resista.
Ficar em casa é pouco radical.
Resta a televisão...

2008-05-02

Sexta-feira

À sexta-feira todos a apressar e tudo parece andar mais devagar.
Isto quando as coisas parecem estar a funcionar.
Todos precisam descansar.
É aproveitar...

2008-02-28

Previsão meteorológica

Para hoje, prevê-se céu muito nublado na região de São João da Talha.
Haverá ocorrência de descontracção generalizada da população.
Há possibilidade de ajuntamento de narizes dependentes, os quais aspirarão com sofreguidão o ar circundante.
Teme-se que o dia de amanhã seja marcado por uma subida significativa de ressacas...

2007-12-16

Exposição 32

Foi pérfida!
A indicação da morada leva-nos a uma janela da Panificadora do Chiado...
Adiante, em direcção ao Largo, lá chegámos.
Tudo grandioso e escuro como o interior da casa, com as magníficas janelas e portas tristemente entaipadas.
Bastante vazio, como a casa. Coisas velhas e avulsas espalhadas.
Algumas fotos impressas sem cor.
Um mapa de Portugal em relevo. Nada sobre São Bernardino, nem sobre a Quinta.
Finalmente uma sala ainda mais escura e mais vazia. Na tela projectava-se o tal documentário especulativo e desconstruído.
O documentário ainda valeu a pena a ida e a entrada gratuita, apesar de muito especulativo e bastante desconstruído.
Deu para ver algumas caras conhecidas lá da terra e apanhar algum rasto de plausabilidade.
Fiquei com vontade de actualizar a página.
Pena que passe depressa...

2007-12-14

Exposição

Até há quem exponha sobre a Quinta do Gato Cinzento:
Exposição em Lisboa

Pensei que fosse só eu a mostrar umas fotos numa página:
fotos da Quinta do Gato Cinzento

A malta divulga pouco e sonha muito...

2007-11-24

Não me dêem crédito

Uma das coisas mais valiosas que recebi dos meus pais foi o não querer ficar a dever nada a ninguém. Não sendo eles, nem eu rico, a maior parte das vezes isto obrigava a reduzir as despesas. Mantendo as despesas em níveis compatíveis com os rendimentos, não é necessário ficar a dever.

Esta «riqueza» não é partilhada por muitos, nos dias que correm. As pessoas esquecem-se das prioridades. Vivem em função de necessidades que nem sempre são reais. As empresas de crédito florescem. A analogia melhor seria com ervas daninhas. Elas não dão flor e muito menos frutos.

As pessoas talvez não se esqueçam. Preferem pensar no prazer em comprar, esquecendo as provações de pagar. Principalmente, ignorando que, se neste momento não ganham o suficiente para pagar certos luxos, não será mais tarde que irão ganhar muito mais dinheiro. Depois acabam por pagar o que devem, mais os juros. As empresas de crédito têm que ganhar algum e compensar os créditos que ficam por pagar.

Há um ou dois créditos dos quais dificilmente se pode fugir. A casa está no topo. Durante os últimos anos, aproveitando os juros baixos, muitos compraram casas acima das suas possibilidades. Agora, muitos desses, vivem em dificuldades.

Dos créditos que me parecem mais inexplicáveis são os concedidos para férias. Compreendo que as férias são importantes. em especial para descansar. Será preciso assim tanto dinheiro para se descansar? É preciso bastante dinheiro para se viver uma vida durante uma quinzena de dias, para a qual não se ganha o suficiente. Mal está quem precisa de tanto dinheiro para fugir da sua casa, que está por pagar, e esquecer a sua própria vida. Mas depois dessa fuga regressa-se à mesma vida, com mais uma dívida por pagar.

Sempre me habituei a poupar o dinheiro para comprar a pronto. Durante essa poupança, não raras vezes o objecto desejado mudou de forma, de modelo e até de preço. E isto leva a melhores compras, sem encargos extra para o futuro.

Atendendo a que tenho uma dívida de algumas dezenas de anos para pagar, peço que não me dêem mais crédito...


2007-09-10

Mad about Maddie

Estive quase para colocar um texto sobre este assunto há um mês e tal, mas pensei que, entretanto, o assunto fosse esquecido. Resolvido, nunca me passou pela cabeça.
Toda a gente comenta e não há cão nem gato que não comente. E quem sou eu a menos que esses animais?

Das poucas entrevistas ao público anónimo que ouvi que faziam algum sentido, ou seja, mais sentido que perguntar a alguém por que é do Benfica ou do Fê Quê Pê, foi uma inglesa lá da terra deles que disse que, se fosse um dos filhos dela a desaparecer, que perderia a guarda dos restantes...

Além dos irracionais mais de vinte minutos iniciais dos telejornais, os jornais também não largam o tema. Mesmo quando na maior parte dos dias nada mais há a acrescentar, a não ser banalidades. Há um batalhão de repórteres que abandonou o Algarve (ou será Allgrave?) e rumou às ilhas britânicas.

Mais irracionais serão aqueles que, trocando um dia de praia ou de qualquer outra coisa útil, passaram horas à frente da Judite de Portimão para verem ao vivo esta ou aquela personagem vítima/criminosa. Coloco as duas hipóteses porque não haverá muita gente que saiba qual delas será a correcta. E eu não serei uma delas.
Esses seres irracionais provavelmente numa primeira fase eram grandes apoiantes. Agora talvez sejam grandes «vaiantes». Deixam-se levar pela emoção. Vêem tal espectáculo como quem vê uma obra de ficção. Seguem os capítulos cheios de comoção, ignorando que, na realidade, alguém sofre realmente. E bastante mais que eles. Para eles basta desligar a televisão...
Se eles quisessem... Mas preferem não desligar. Preferem seguir e engrossar a histeria. A tal histeria que enquanto foi favorável foi alimentada. Quando se tornou desfavorável, foi escorraçada. Mas não se foi embora. Pelo contrário...

Como programa de fundo "Prós e contras" - RTP1...

2007-09-03

Erro infantil

Normalmente são erros que acabam por se pagar caro. Nem sempre quem os paga é quem os comete e a linha temporal poderá ser extremamente comprida.
A educação deve ser dada em casa e não apenas na rua, nem apenas na escola.
A educação deve ser dada pela família e não apenas pelos colegas, nem pelos professores.
As crianças compreendem como podem lucrar com as infantilidades dos pais. Aparentemente lucram. Realmente, nem por isso.
Cada vez que os pais desautorizam outras autoridades, desautorizam-se a si mesmos. E nem se apercebem.
Cada vez que fazem uma ameaça ou promessa vã, caem em descrédito. Não crêem que tenha imediato efeito. Julgam encontrar uma fuga de uma situação da qual não podem escapar. E quanto mais fogem, menos lhe escapam.
O exemplo e a coerência são das melhores ferramentas, nem sempre aproveitadas por uma sociedade que prefere facilidades ao trabalhar sobre as dificuldades.
Até no tratamento dos familiares mais idosos, preparam-se os alicerces para o tratamento dos próximos familiares idosos.
Confunde-se o prazer com o bem-estar. Confunde-se o essencial com o acessório. Confunde-se a caducidade com a perenidade.
Tomando as crianças por tolas, tornamo-las tolas...
E esse é o erro infantil maior.

2007-05-27

Pausa rotineira

Ou como certos prazeres se transformam em certos hábitos...

E quando se transformam em hábitos, reduz-se o prazer. Mas há que manter a atenção dos leitores. Há uma obrigação a cumprir. Há que escrever ainda que nada haja para escrever. Ainda que apenas se escreva que nada se escreve. Uma afirmação algo ridícula que esconde a necessidade de escrever e a simultânea falta de inspiração.

A inspiração não aparece todos os dias. Muitas vezes disfarça-se mostrando atalhos ou referências para a inspiração de outros. Não se pode interromper a rotina. Não se pode correr o risco de perder a atenção dos leitores. Nem que seja necessário recorrer a imagens. De vez em quando recorre-se a uma simples afirmação de que hoje nada se escreve.

É um esforço vão pois é inevitável a falta de inspiração. A inspiração diária é um luxo de alguns iluminados e de muitos com tempo para a sustentar. É necessária muita atenção e muito tempo. E algum trabalho. E poucos são pagos para tal trabalho...

Fonte de onde não sai água é fonte seca. É fonte que não serve para matar a sede. É fonte que os necessitados não procuram. É fonte abandonada.

E quem quer ser abandonado?