Não vi um finlandês preocupado com os gastos exorbitantes dos
portugueses em telemóveis. Não vi um alemão preocupado com o excessivo
crédito assumido por portugueses para adquirir carros, novos e usados,
de marcas alemãs. Muito menos com a aquisição de submarinos pelo Estado
Português.
Aparentemente há vários preocupados com as dívidas excessivas contraídas pelos portugueses.
Aparentemente,
conseguem ver a Europa como um somatório de compartimentos estanques.
Como se a situação de uns, não pudesse vir a influenciar a situação dos
outros. Pensam que a Europa poderá ser vista como uma manada, onde os
mais lentos e mais fracos poderão ser sacrificados, salvando os mais
velozes e mais valentes dos predadores.
Apesar de terem razão na
metáfora, esquecem-se da totalidade. Que os predadores são mais que
muitos. E depois de tratarem dos mais pequenos, que mal dão para lhes
saciar o apetite, virar-se-ão para os maiores.
Curiosamente os
predadores, quais animais irracionais, ainda não se aperceberam que, à
medida que as vítimas caírem, também eles ficarão em vias de extinção.
2012-06-08
2012-06-06
Uma pequena parte
Há sempre uma ponta de egoísmo no sentimento que acompanha um ente querido que parte, que se afasta e/ou que termina uma relação connosco. Por muito que desejemos a felicidade do ausente, ficamos infelizes no presente. Infelizes por essa felicidade deixar de passar por nós no futuro.
E não deveria ser assim. Não deveríamos ficar agarrados ao passado, não libertando os nossos sentimentos completamente. A frustração das falhas que cometemos ainda é compreensível. Mas por terem sido falhas. E só por isso. Pois devemos lembrá-las apenas para não voltarmos a repeti-las.
As desculpas são mais que muitas. Por isto, por aquilo, por aquele outro, há sempre razões para os nossos falhanços. E até há para os falhanços dos outros. Mesmo que não os consigamos ver com a mesma nitidez. Com a mesma clareza com que desculpamos os nossos.
O importante é que, ainda que uma pequena parte de nós fique a remoer, a nossa maior parte avance para o futuro com isto presente: os erros são inevitáveis.
Mas serão tão mais indesculpáveis quanto mais repetentes e persistentes forem.
E não deveria ser assim. Não deveríamos ficar agarrados ao passado, não libertando os nossos sentimentos completamente. A frustração das falhas que cometemos ainda é compreensível. Mas por terem sido falhas. E só por isso. Pois devemos lembrá-las apenas para não voltarmos a repeti-las.
As desculpas são mais que muitas. Por isto, por aquilo, por aquele outro, há sempre razões para os nossos falhanços. E até há para os falhanços dos outros. Mesmo que não os consigamos ver com a mesma nitidez. Com a mesma clareza com que desculpamos os nossos.
O importante é que, ainda que uma pequena parte de nós fique a remoer, a nossa maior parte avance para o futuro com isto presente: os erros são inevitáveis.
Mas serão tão mais indesculpáveis quanto mais repetentes e persistentes forem.
2012-05-15
Incendiário
Gostaria de partilhar convosco (três coisas raríssimas, só por si, quanto mais pelo conjunto), coisas interessantes que se podem ler numa embalagem de um isqueiro doméstico. Não confundir com isqueiros selvagens, os quais não costumam obedecer à norma ISO 22702, nem costumam deixar-se embalar facilmente.
"Acender isqueiro multi-usos longe da cara e das roupas" - eu acrescentaria que longe de seja o que for que não se queira ver queimado nem a arder. A cara e as roupas serão apenas uma pequena parte do nosso corpo e das nossas posses que queremos manter longe de uma chama.
Talvez por isso o aviso de manter afastado do alcance das crianças.
"PERIGO
Contém gás Butano sob pressão" - e ainda bem ou teria que ser recarregado caso o pretendêssemos usar. O que não raras vezes acontece quando adquirimos algo.
"Extremamente inflamável" - o isqueiro ou o gás butano? Espero que seja o gás, ou seria perigoso tentar acender um isqueiro extremamente inflamável. Estou ansioso por ler as instruções da recarga.
"Não usar perto de fogo, chama ou faíscas" - ora se tivéssemos uma destas coisas, necessitaríamos dele?
"Assegurar-se que a chama fica completamente apagada após cada utilização" - para além de ser um conselho eminentemente económico, acaba por ser prático não ter o esquecimento de o guardar ainda com a chama a arder.
"Não usar para acender cigarros, charutos ou cachimbos" - esta parece-me a recomendação mais surpreendente. Principalmente quando não acompanhada de uma pequena explicação. Não é que esteja a pensar manter aceso um daqueles vícios. Surpreende-me que um isqueiro não possa ser usado como isqueiro para toxicodependentes. Mas nem uma palavra sobre o seu uso para aquecer colheres de chá ou de sopa...
"Não manter aceso durante mais de 30 segundos" - que fraquinho...
Será que posso acender uma churrasqueira ou uma lareira? E incendiar um chouriço banhado em álcool?
Obviamente afastado da cara e das roupas.
"Acender isqueiro multi-usos longe da cara e das roupas" - eu acrescentaria que longe de seja o que for que não se queira ver queimado nem a arder. A cara e as roupas serão apenas uma pequena parte do nosso corpo e das nossas posses que queremos manter longe de uma chama.
Talvez por isso o aviso de manter afastado do alcance das crianças.
"PERIGO
Contém gás Butano sob pressão" - e ainda bem ou teria que ser recarregado caso o pretendêssemos usar. O que não raras vezes acontece quando adquirimos algo.
"Extremamente inflamável" - o isqueiro ou o gás butano? Espero que seja o gás, ou seria perigoso tentar acender um isqueiro extremamente inflamável. Estou ansioso por ler as instruções da recarga.
"Não usar perto de fogo, chama ou faíscas" - ora se tivéssemos uma destas coisas, necessitaríamos dele?
"Assegurar-se que a chama fica completamente apagada após cada utilização" - para além de ser um conselho eminentemente económico, acaba por ser prático não ter o esquecimento de o guardar ainda com a chama a arder.
"Não usar para acender cigarros, charutos ou cachimbos" - esta parece-me a recomendação mais surpreendente. Principalmente quando não acompanhada de uma pequena explicação. Não é que esteja a pensar manter aceso um daqueles vícios. Surpreende-me que um isqueiro não possa ser usado como isqueiro para toxicodependentes. Mas nem uma palavra sobre o seu uso para aquecer colheres de chá ou de sopa...
"Não manter aceso durante mais de 30 segundos" - que fraquinho...
Será que posso acender uma churrasqueira ou uma lareira? E incendiar um chouriço banhado em álcool?
Obviamente afastado da cara e das roupas.
2012-04-23
Prazer de condução
Tirei a carta tarde. Isso traduziu-se naturalmente em alguma dificuldade na aprendizagem. Apesar de após encartado ter começado a conduzir, a condução era de fraca qualidade. Cheia de hesitações e erros.
Nada de muito grave, mas com prejuízo evidente na suavidade da condução. E até alguns pequenos acidentes. Digamos que não deixava saudades e que só por parcialidade seria possível apreciá-la.
O tempo foi passando, o número de kilómetros aumentando e a facilidade e qualidade melhorando. A isto junta-se o facto do número de veículos conduzidos ter igualmente aumentado. A habilitação e habilidade foi-se tornando cada vez mais abrangente.
Vendo bem as coisas, os princípios que estão por detrás da condução de cada veículo são semelhantes, com as devidas adaptações. Os comandos poderão ter configurações e tamanhos diferentes, mas nunca são totalmente diversos que não permitam o seu reconhecimento. Poderá demorar a dominar a máquina. No fundo é apenas uma questão de dedicação e de tempo. Também sensibilidade é necessária para reconhecer a resposta e o que faz melhorar essa resposta.
Muitas vezes há o desejo de conduzir máquinas cada vez mais potentes. Há no entanto um preço a pagar. Ou vários. A condução terá que ser efectuada com mais atenção. Não há tanta margem para erros. A manutenção além de cara poderá complicada. E nada disto refreia o desejo. Por vezes apenas o aumenta.
Independentemente do interesse que os veículos alheios possam inspirar, não há nada como conduzir o nosso. Aquele a quem já estamos habituados. Conhecemos o seu corpo quase como o nosso. Sabemos interpretar a sua resposta em cada contexto. No início é uma verdadeira aventura. Com o passar do tempo e aumento da prática, o que nos faltar em aventura, sobrar-nos-á em prazer.
Nada de muito grave, mas com prejuízo evidente na suavidade da condução. E até alguns pequenos acidentes. Digamos que não deixava saudades e que só por parcialidade seria possível apreciá-la.
O tempo foi passando, o número de kilómetros aumentando e a facilidade e qualidade melhorando. A isto junta-se o facto do número de veículos conduzidos ter igualmente aumentado. A habilitação e habilidade foi-se tornando cada vez mais abrangente.
Vendo bem as coisas, os princípios que estão por detrás da condução de cada veículo são semelhantes, com as devidas adaptações. Os comandos poderão ter configurações e tamanhos diferentes, mas nunca são totalmente diversos que não permitam o seu reconhecimento. Poderá demorar a dominar a máquina. No fundo é apenas uma questão de dedicação e de tempo. Também sensibilidade é necessária para reconhecer a resposta e o que faz melhorar essa resposta.
Muitas vezes há o desejo de conduzir máquinas cada vez mais potentes. Há no entanto um preço a pagar. Ou vários. A condução terá que ser efectuada com mais atenção. Não há tanta margem para erros. A manutenção além de cara poderá complicada. E nada disto refreia o desejo. Por vezes apenas o aumenta.
Independentemente do interesse que os veículos alheios possam inspirar, não há nada como conduzir o nosso. Aquele a quem já estamos habituados. Conhecemos o seu corpo quase como o nosso. Sabemos interpretar a sua resposta em cada contexto. No início é uma verdadeira aventura. Com o passar do tempo e aumento da prática, o que nos faltar em aventura, sobrar-nos-á em prazer.
2012-04-11
Metal da pesada
O José Luís Peixoto afirmou numa entrevista há dias, a propósito dos seus gostos musicais, qualquer coisa do estilo: que já não tem 17 anos. Tem 37 anos e por isso ouve vários estilos de música.
Eu não tenho nem uma nem outra idade, apesar de já ter tido ambas, e oiço de tudo. Porque não sou surdo.
Apesar de não gostar de formatações redutoras de músicas ou de artistas, confesso que gosto particularmente de músicas associadas ao estilo Heavy Metal, seja lá o que isso for. E dentro disso, encontro uma variedade tão grande, que não preciso de procurar satisfação noutros estilos.
De vez em quando dou uma espreitadela naquelas músicas boas de se ver. Porque os olhos também comem, ainda que não saboreiem.
Isto é bem capaz de ser básico. Mas, basicamente, é disto que gosto, ainda que nem tudo o que encaixe neste estilo me satisfaça.
Eu não tenho nem uma nem outra idade, apesar de já ter tido ambas, e oiço de tudo. Porque não sou surdo.
Apesar de não gostar de formatações redutoras de músicas ou de artistas, confesso que gosto particularmente de músicas associadas ao estilo Heavy Metal, seja lá o que isso for. E dentro disso, encontro uma variedade tão grande, que não preciso de procurar satisfação noutros estilos.
De vez em quando dou uma espreitadela naquelas músicas boas de se ver. Porque os olhos também comem, ainda que não saboreiem.
Isto é bem capaz de ser básico. Mas, basicamente, é disto que gosto, ainda que nem tudo o que encaixe neste estilo me satisfaça.
2012-03-31
Reflexo
Qualquer forma de comunicação revela muito do seu emissor. E uma das que mais reflectem a verdadeira imagem do seu autor será a escrita.
Não é a mais fácil de descodificar. Talvez por não ser fácil de codificar. Ao leitor exige que leia. Que se esforce. Que compreenda. Não sei qual das premissas anteriores terá caído mais em desuso. Sei que todas elas parecem ter embarcado na barca da crise. Talvez empurradas pela exiguidade do tempo, que parece ter acelerado o passo.
Quem fica para trás, agarrado a livros em papel e máquinas de escrever, ainda que electrónicas, parece condenado ao ostracismo. Condenado a ter que abraçar novas formas de comunicação, para ter receptores da respectiva mensagem.
Curiosamente, reflectindo em todas as novas oportunidades que as novas tecnologias, algumas já não tão novas assim, oferecem, chego à conclusão que a mensagem, longe de estar refinada, cada vez mais parece estar mais esvaziada.
O conteúdo, talvez ofuscado pelas luzes brilhantes dos novos canais de comunicação, parece paulatinamente ter-se evaporado. Está cada vez mais leve, menos satisfatório. Porque nem sempre é o que tem melhor aspecto o que mais nos cativa. O que mais nos satisfaz.
E tudo o que escrevemos, quer seja formalmente quer informalmente, reflecte o que somos. O que pretendemos transmitir. E tal como na comunicação presencial, é quando nos apresentamos informalmente que mais mostramos aquilo que realmente somos.
Não é a mais fácil de descodificar. Talvez por não ser fácil de codificar. Ao leitor exige que leia. Que se esforce. Que compreenda. Não sei qual das premissas anteriores terá caído mais em desuso. Sei que todas elas parecem ter embarcado na barca da crise. Talvez empurradas pela exiguidade do tempo, que parece ter acelerado o passo.
Quem fica para trás, agarrado a livros em papel e máquinas de escrever, ainda que electrónicas, parece condenado ao ostracismo. Condenado a ter que abraçar novas formas de comunicação, para ter receptores da respectiva mensagem.
Curiosamente, reflectindo em todas as novas oportunidades que as novas tecnologias, algumas já não tão novas assim, oferecem, chego à conclusão que a mensagem, longe de estar refinada, cada vez mais parece estar mais esvaziada.
O conteúdo, talvez ofuscado pelas luzes brilhantes dos novos canais de comunicação, parece paulatinamente ter-se evaporado. Está cada vez mais leve, menos satisfatório. Porque nem sempre é o que tem melhor aspecto o que mais nos cativa. O que mais nos satisfaz.
E tudo o que escrevemos, quer seja formalmente quer informalmente, reflecte o que somos. O que pretendemos transmitir. E tal como na comunicação presencial, é quando nos apresentamos informalmente que mais mostramos aquilo que realmente somos.
2012-02-18
Lançamento
Para os leitores menos informados, informo que lancei um novo blog e não sei onde foi parar. Poderão tentar encontrá-lo em Notícias pérfidas, onde, talvez, também haja fogo.
Não pretendo com isto dar-vos muita informação. Pretendo que os menos informados fiquem um bocadinho mais informados. E os mais informados fiquem um bocadinho mais divertidos. Se conseguirem, no meio de tanta perfídia. E o pérfido sou eu...
Não pretendo com isto dar-vos muita informação. Pretendo que os menos informados fiquem um bocadinho mais informados. E os mais informados fiquem um bocadinho mais divertidos. Se conseguirem, no meio de tanta perfídia. E o pérfido sou eu...
2012-02-15
Hierarquias amistosas
Nunca gostei de classificações sobre gostos. A perda de tempo em ordenar aquilo que gosto mais agrava-se com o carácter efémero desta ordenação. Não quero com isto afirmar que, entre duas situações, eu não saiba de qual gosto mais. Normalmente sei. Mas as vezes que não sei, não me provocam insónias.
À mutabilidade da hierarquia junta-se o facto da maioria das coisas nem serem comparáveis. São, na maioria das vezes, apenas diferentes.
Uma eventual ordenação, ainda que fosse perene, nenhum valor acrescentaria ao sentimento. E o que se sente, não se submete a ordens.
À mutabilidade da hierarquia junta-se o facto da maioria das coisas nem serem comparáveis. São, na maioria das vezes, apenas diferentes.
Uma eventual ordenação, ainda que fosse perene, nenhum valor acrescentaria ao sentimento. E o que se sente, não se submete a ordens.
2012-01-19
Uno
Por momentos fomos um. O mundo tinha sido expulso para além das nossas fronteiras unificadas. Nem sequer reparámos se nos observava, com a inveja de quem é forçado a ficar ver, sem poder participar.
Foram momentos efémeros que deixaram memórias perenes. Que ajudaram a fortalecer a união. A preterir os outros, preferindo-nos.
Mas o mundo acaba por regressar. Talvez movido pela tal inveja, fazendo questão de se intrometer. Fazendo questão de desgastar. Forjando desculpas para faltas de comunhão. Parecendo gozar à medida que a erosão deixava marcas profundas. Sentindo que cada dia era dado mais um passo em direcção ao fim. Fim que paulatinamente se aproximava, gelando à sua passagem, qual Inverno enregelador.
E quando o fim, que se adivinhava, finalmente chegou, o mundo nem se dignou festejar. Pareceu ter reduzido a sua importância a uma insignificância. E quando um, chegando ao limite, gritou uno, o único prémio que recebeu foram as suas próprias lágrimas amargas.
Foram momentos efémeros que deixaram memórias perenes. Que ajudaram a fortalecer a união. A preterir os outros, preferindo-nos.
Mas o mundo acaba por regressar. Talvez movido pela tal inveja, fazendo questão de se intrometer. Fazendo questão de desgastar. Forjando desculpas para faltas de comunhão. Parecendo gozar à medida que a erosão deixava marcas profundas. Sentindo que cada dia era dado mais um passo em direcção ao fim. Fim que paulatinamente se aproximava, gelando à sua passagem, qual Inverno enregelador.
E quando o fim, que se adivinhava, finalmente chegou, o mundo nem se dignou festejar. Pareceu ter reduzido a sua importância a uma insignificância. E quando um, chegando ao limite, gritou uno, o único prémio que recebeu foram as suas próprias lágrimas amargas.
2012-01-03
A vaca fria
Não percebo a fixação que algumas pessoas têm pela neve. Percebo que a achem linda. Mas isso não me chega. Ela pode ser linda mas é gelada. Como se isso não bastasse, derrete-se logo mal se lhe põe as mãos em cima.
Depois tem aquela maneira de viver das aparências. Parece toda branquinha e, ao aproximar-mo-nos mais, começamos a ver a porcaria. Começamos a perceber que aquilo que parecia ser de um branco imaculado, está cheio de manchas acinzentadas. Isto se não estiver com umas muito suspeitas cores mais garridas...
Apesar de se derreter com facilidade, pode ocultar o seu escorregadio amigo gelo. Aliás, basta pressioná-la para ele aparecer logo. Primeiro é só negações, ninguém escorrega, ninguém cai. Mas por debaixo dela, ele se esconde. À espera de trair mais alguém.
No entanto, espero que, o facto de nunca a ter conhecido pessoalmente, não me tenha prejudicado o julgamento...
Depois tem aquela maneira de viver das aparências. Parece toda branquinha e, ao aproximar-mo-nos mais, começamos a ver a porcaria. Começamos a perceber que aquilo que parecia ser de um branco imaculado, está cheio de manchas acinzentadas. Isto se não estiver com umas muito suspeitas cores mais garridas...
Apesar de se derreter com facilidade, pode ocultar o seu escorregadio amigo gelo. Aliás, basta pressioná-la para ele aparecer logo. Primeiro é só negações, ninguém escorrega, ninguém cai. Mas por debaixo dela, ele se esconde. À espera de trair mais alguém.
No entanto, espero que, o facto de nunca a ter conhecido pessoalmente, não me tenha prejudicado o julgamento...
2011-12-12
O regresso em força
Finalmente voltei para cima da minha menina. Quatro voltas num dia, para iniciar bem a semana. Tantas saudades!
Sei que foram rapidinhas, mas não houve tempo para mais. Talvez no próximo fim de semana dê para duas maiorzinhas.
Ela até ronronou debaixo de mim, o que me fez apertar com ela ainda mais. E quanto mais apertava, mais forte e agudo o som se tornava. E mais me agarrei a ela.
O melhor a fazer, quando se arranca com força, é não se deixar ficar para trás...
Sei que foram rapidinhas, mas não houve tempo para mais. Talvez no próximo fim de semana dê para duas maiorzinhas.
Ela até ronronou debaixo de mim, o que me fez apertar com ela ainda mais. E quanto mais apertava, mais forte e agudo o som se tornava. E mais me agarrei a ela.
O melhor a fazer, quando se arranca com força, é não se deixar ficar para trás...
2011-12-06
Ineficiência consumidora
Já devíamos estar habituados a estar
em locais com pouca gente a atender e muita gente para ser atendida.
Obviamente não nos cabe a nós decidir quantas pessoas deveriam
estar a atender, mas podemos facilitar a vida a toda a gente. A quem
quer ser atendido rapidamente e a quem quer poupar em quem atende.
As senhas de vez, as filas de espera e
os pagamentos com cartão ou com dinheiro já não deveriam ter
segredos para ninguém. Até compreendo que pessoas com mais idade
tenham alguma inabilidade quer física quer mental para se
desembaraçarem na execução de algumas tarefas. Mas a maioria
deveria estar mais atenta e mais preparada para lidar com a tarefa
quando chega a sua vez. Não deveria custar muito a preparação do
pagamento, da reunião de todos os documentos e informações
necessárias. Encurta-se o tempo de espera e de atendimento, o que
melhora o serviço para todos.
2011-12-04
(Im)perfeição
À primeira vista poderá parecer
ridículo, mas não acontecerá assim com tão pouca frequência como
se poderá pensar. Muitas vezes ficamos presos à imagem de um
objecto. Pelos olhos, ficamos presos, imaginando-a como perfeita.
Como perfeita imagem do objecto. Chegamos mesmo a confundir a imagem
com o próprio objecto. Envoltos nesta ilusão, nem imaginamos o
quanto o objecto pode diferir daquela imagem. Afinal a imagem
representa apenas uma face do objecto e não a sua totalidade. Para
isso temos que estar na sua presença. Curiosamente, ainda que na sua
presença, o objecto ilude-nos apresentando várias facetas.
Escapando à captura da sua totalidade, a qual por sua vez também
escapa ao próprio objecto.
Mais dramática que a incapacidade da
captura do objecto na sua totalidade, será quando na presença de
ambos, preferirmos a imagem. Ficarmos reféns daquela imagem de
perfeição que captámos, a qual não conseguimos actualizar em
conformidade com a totalidade do objecto. Como pode um objecto,
naturalmente imperfeito, suportar tamanha comparação com qualquer
imagem de perfeição que se possa ter dele?
2011-11-25
A dobrar
Fiquei estupefacto com tamanha bizarria! Após já me ter habituado que, no Odisseia (Odiseia), tudo é dobrado, é com espanto que sigo o documentário Sex Mundi. Não que seja o primeiro que não oiço dobrado, mas porque está dobrado em castelhano.
Se me desgosto muito por ter de me resignar a assistir a um documentário, dobrado em português, pior fico quando tenho que assistir a um dobrado em castelhano. As dobragens além de adulterarem o original, apagam quase por completo qualquer resquício deste, deixando apenas a imagem à vista. E a imagem raramente chega para apreciar um programa de televisão (que me perdoem os cegos e os surdos).
A razão desta dobragem escapa à minha razão. Como tal, posso conjecturar (eu não acordei nada) que tal se deva ao facto da língua portuguesa não ser digna de tocar sequer nalgumas zonas (preferiam um trocadilho com roupa formal?). Dizer-se-ia que um pénis não poderia sair de uma boca portuguesa. Ou que uns lábios portugueses não poderiam aflorar uma vagina que fosse.
Aparentemente, nada disso, segundo este Odisseia (Odiseia), se passará com outra qualquer, espanhola.
Se me desgosto muito por ter de me resignar a assistir a um documentário, dobrado em português, pior fico quando tenho que assistir a um dobrado em castelhano. As dobragens além de adulterarem o original, apagam quase por completo qualquer resquício deste, deixando apenas a imagem à vista. E a imagem raramente chega para apreciar um programa de televisão (que me perdoem os cegos e os surdos).
A razão desta dobragem escapa à minha razão. Como tal, posso conjecturar (eu não acordei nada) que tal se deva ao facto da língua portuguesa não ser digna de tocar sequer nalgumas zonas (preferiam um trocadilho com roupa formal?). Dizer-se-ia que um pénis não poderia sair de uma boca portuguesa. Ou que uns lábios portugueses não poderiam aflorar uma vagina que fosse.
Aparentemente, nada disso, segundo este Odisseia (Odiseia), se passará com outra qualquer, espanhola.
2011-10-21
De acordo?
O p abre o e no meio da recepção. O c abre o a no início da acção. Depois abre o a num facto concreto. O hífen liga o guarda à chuva. O h ainda voa com o helicóptero, tal como o p que se aguentou bem.
Digo-lhes e não digo a vocês nem digo a eles que nunca foi fácil ficar de acordo. Só se estiverem a gozar comigo...
2011-09-30
A justiça dos homens
Numa semana alucinante, um condenado de crimes praticados nos EUA é preso, graças aos esforços dos investigadores norte-americanos. Após 41 anos de fuga, as autoridades norte-americanas não se pouparam a esforços e mantiveram-se à coca e à escuta. E o esforço foi recompensado.
Por cá, um autarca condenado a cumprir pena há cerca de dois anos, só agora é preso e de forma que alguns clamam ser ilegal.
A loucura do enriquecimento ilícito continua, e só poderá resultar em mais leis que ninguém conseguirá aplicar. Quando alguém tentar aplicá-la, ver-se-á embrulhado em tamanho embrulho jurídico, que demorará tantos anos para desembrulhar como qualquer outro crime económico demora para condenar alguém.
Quando após esses anos todos, a esbanjar recursos, que poderiam ser canalizados para a aplicação de leis mais meritórias, todos forem absolvidos, além das indemnizações que o Estado tentará esquivar-se a pagar, a única coisa que a opinião pública se irá lembrar será que, fulano tal, após ter sido condenado claramente pela comunicação social, saiu em liberdade e que ninguém é alguma vez condenado, por ter mais bens, como se eles não fossem todos de holdings e de parentes próximos, do que aqueles que os seus rendimentos declarados, permitiriam adquirir.
Obviamente os criminosos mais esbanjadores, teriam enriquecido ilicitamente, menos que os criminosos mais poupadinhos. O que fará deles menos culpados...
Por outro lado, só se admite tal lei, quando todas as outras falham e deixam a justiça impotente. Cá em Portugal, a senhora justiça teria uma venda não por questões de imparcialidade, mas para não ver um palmo à frente do nariz. Idem para os deputados, os quais parecem querer fazer o mesmo aos restantes cidadãos.
Por cá, um autarca condenado a cumprir pena há cerca de dois anos, só agora é preso e de forma que alguns clamam ser ilegal.
A loucura do enriquecimento ilícito continua, e só poderá resultar em mais leis que ninguém conseguirá aplicar. Quando alguém tentar aplicá-la, ver-se-á embrulhado em tamanho embrulho jurídico, que demorará tantos anos para desembrulhar como qualquer outro crime económico demora para condenar alguém.
Quando após esses anos todos, a esbanjar recursos, que poderiam ser canalizados para a aplicação de leis mais meritórias, todos forem absolvidos, além das indemnizações que o Estado tentará esquivar-se a pagar, a única coisa que a opinião pública se irá lembrar será que, fulano tal, após ter sido condenado claramente pela comunicação social, saiu em liberdade e que ninguém é alguma vez condenado, por ter mais bens, como se eles não fossem todos de holdings e de parentes próximos, do que aqueles que os seus rendimentos declarados, permitiriam adquirir.
Obviamente os criminosos mais esbanjadores, teriam enriquecido ilicitamente, menos que os criminosos mais poupadinhos. O que fará deles menos culpados...
Por outro lado, só se admite tal lei, quando todas as outras falham e deixam a justiça impotente. Cá em Portugal, a senhora justiça teria uma venda não por questões de imparcialidade, mas para não ver um palmo à frente do nariz. Idem para os deputados, os quais parecem querer fazer o mesmo aos restantes cidadãos.
2011-08-30
Tudo o que desejo
Se, por absurdo, atingisse tudo o que desejo, que me restaria desejar? Por cada etapa vencida, novos desafios se erguem para derrotar ou serem derrotados.
Se, quando digo, vou por aqui e não vou por ali, de que dificuldades me esgueirei para cair nos braços que me prendem? Nos braços que me desviam do meu caminho.
Quando, desejando o que é melhor para outrem, poderei ter a certeza de ir ao encontro dos seus desejos? Certamente que nunca. Cabe a cada qual descortinar o seu caminho e desbravá-lo. Custe o que custar.
Por mais domesticado que algumas vezes possa parecer, o Homem é o animal mais indomável que existe neste planeta. O seu corpo pode ser dominado e domado, mas vergar o seu espírito será bem mais difícil. Mesmo quando se entrega, apenas apazigua a chama que arde no seu interior.
Como posso abrir mão do que não compreendo, libertando quem julgava estar preso? Cedendo ao meu desejo?
Como posso libertar-me do que me prende? Cerceando o meu desejo?
Se, quando digo, vou por aqui e não vou por ali, de que dificuldades me esgueirei para cair nos braços que me prendem? Nos braços que me desviam do meu caminho.
Quando, desejando o que é melhor para outrem, poderei ter a certeza de ir ao encontro dos seus desejos? Certamente que nunca. Cabe a cada qual descortinar o seu caminho e desbravá-lo. Custe o que custar.
Por mais domesticado que algumas vezes possa parecer, o Homem é o animal mais indomável que existe neste planeta. O seu corpo pode ser dominado e domado, mas vergar o seu espírito será bem mais difícil. Mesmo quando se entrega, apenas apazigua a chama que arde no seu interior.
Como posso abrir mão do que não compreendo, libertando quem julgava estar preso? Cedendo ao meu desejo?
Como posso libertar-me do que me prende? Cerceando o meu desejo?
2011-08-21
Dois dedos não se negam
Será possível iniciar uma relação sem dar dois dedos de conversa? Definitivamente não.
E não pode ser uma conversa rude e apressada. Até poderá tornar-se rude, mas só ao aproximar-se do final. Inicialmente deve ser calma, pausada, cheia de atenção. Mas firme, sem hesitações. Cheia de interesse por ela. Muita atenção deve ser dada aos lábios e às expressões.
Só assim ela se deixará conquistar e falará abertamente. E revelará através dos seus lábios os seus desejos mais íntimos. Aqueles que não revela a qualquer um, mas guarda para mostrar apenas ao conquistador.
Conquista que, não a sendo verdadeiramente, dado não ser tomada à força, é simulada para prazer mútuo. Prazer quer do conquistador, quer da conquistada.
Sem os tais dedos de conversa iniciais, não há quem se renda às investidas do pretendente a conquistador.
E não pode ser uma conversa rude e apressada. Até poderá tornar-se rude, mas só ao aproximar-se do final. Inicialmente deve ser calma, pausada, cheia de atenção. Mas firme, sem hesitações. Cheia de interesse por ela. Muita atenção deve ser dada aos lábios e às expressões.
Só assim ela se deixará conquistar e falará abertamente. E revelará através dos seus lábios os seus desejos mais íntimos. Aqueles que não revela a qualquer um, mas guarda para mostrar apenas ao conquistador.
Conquista que, não a sendo verdadeiramente, dado não ser tomada à força, é simulada para prazer mútuo. Prazer quer do conquistador, quer da conquistada.
Sem os tais dedos de conversa iniciais, não há quem se renda às investidas do pretendente a conquistador.
2011-07-26
Cem importâncias
Provoca-me urticária sempre que oiço ou leio que determinada medida é simbólica porque permite poupar pouco dinheiro. Obviamente essas mentes iluminadas falam sobre o dinheiro alheio (ou julgado alheio). Porque se fosse directamente do próprio, teriam menos objecções. E gostariam que tal medida poupasse ainda mais alguns cêntimos.
Nunca ouvi falar de alguém que tivesse amealhado fortuna desperdiçando uns cêntimos aqui e mais uns cêntimos acolá (ou centavos). Mas já ouvi falar de quem, tendo a fortuna vindo parar-lhe ao colo, a tenha esbanjado por não olhar às despesas. Gente que não poupou no desperdício, poupando pensamentos sobre como, cêntimo a cêntimo, a fortuna lhe escapava. Nem sequer por entre os dedos, dado que nada tentavam agarrar.
Talvez falte a certa gente a perspectiva que o acumular de riqueza é o somatório de muitos cêntimos (a Matemática nesta terra é muitas vezes desprezada).
É claro que não basta ser sovina para se ficar rico. Será necessário mas não suficiente, que os cêntimos acumulados se multipliquem de forma quase bíblica. Mas qualquer indivíduo ou corporação que tenha enriquecido, sabe que é preciso estancar a fuga dos cêntimos para situações de desperdício ou para os bolsos dos adversários.
Tal como uma torneira que pinga parece não desperdiçar muito, acumulando metros cúbicos ao longo do tempo, os nossos governantes acharam sempre que poupar cêntimos (ou centavos) seria desprestigiantes. E nunca se aperceberam das piscinas que poderiam ter enchido (excluindo as deles e dos amigos). Poderia assim o povo banhar-se ao invés de permitir que alguns aspirantes a Tio Patinhas tivessem enchido as suas caixas-forte...
Nunca ouvi falar de alguém que tivesse amealhado fortuna desperdiçando uns cêntimos aqui e mais uns cêntimos acolá (ou centavos). Mas já ouvi falar de quem, tendo a fortuna vindo parar-lhe ao colo, a tenha esbanjado por não olhar às despesas. Gente que não poupou no desperdício, poupando pensamentos sobre como, cêntimo a cêntimo, a fortuna lhe escapava. Nem sequer por entre os dedos, dado que nada tentavam agarrar.
Talvez falte a certa gente a perspectiva que o acumular de riqueza é o somatório de muitos cêntimos (a Matemática nesta terra é muitas vezes desprezada).
É claro que não basta ser sovina para se ficar rico. Será necessário mas não suficiente, que os cêntimos acumulados se multipliquem de forma quase bíblica. Mas qualquer indivíduo ou corporação que tenha enriquecido, sabe que é preciso estancar a fuga dos cêntimos para situações de desperdício ou para os bolsos dos adversários.
Tal como uma torneira que pinga parece não desperdiçar muito, acumulando metros cúbicos ao longo do tempo, os nossos governantes acharam sempre que poupar cêntimos (ou centavos) seria desprestigiantes. E nunca se aperceberam das piscinas que poderiam ter enchido (excluindo as deles e dos amigos). Poderia assim o povo banhar-se ao invés de permitir que alguns aspirantes a Tio Patinhas tivessem enchido as suas caixas-forte...
2011-06-27
Mudanças
Aparentemente o SEF precisou de mudar de instalações. Uma situação obviamente inadiável.
Depois de devidamente ponderadas todas as soluções (ninguém muda de casa sem pensar seriamente nas vantagens e desvantagens da mudança), optou-se por vender por 6 milhões de euros o edifício onde o SEF morava e alugar nova casa.
Poderá parecer estranha a situação de vender uma casa para alugar outra na mesma localidade. Certamente houve razões fortes para isso.
A solução passou por alugar uma casa mais pequena por 1 milhão de euros por ano.
Talvez até uma criança formada no atual ensino básico saiba calcular ao fim de quantos anos se fica a gastar mais que tendo ficado no edifício original.
Como se não bastasse, foi necessário recorrer a obras de adaptação do novo edifício alugado. Mais 2 milhões para as adaptações,
mais outro milhão para arranjos na zona envolvente. A conta foi subindo. Depois de tantas obras e tantas mudanças, chegou-se à conclusão que não havia espaço para a informática. A solução é diabolicamente estúpida. Alugaram-se dois pisos no edifício original do SEF pela módica quantia de 1 milhão de euros por ano (mais o milhão do edifício novo, a conta passou para dois milhões por ano).
Valerá a pena perguntar a uma criança se a solução acabou em prejuízo para o prestígio e para os cofres do Estado?
Parece que continuam a aparecer alguns privilegiados que fazem bons negócios ao mesmo tempo que o Estado faz negócios ruinosos. Curiosamente são os mesmos negócios.
Também parece que ninguém será responsabilizado pela situação. Ninguém irá parar à cadeia e, caso seja despedido, provavelmente ainda levará alguma indemnização e irá trabalhar para os tais que fazem tão bons negócios com o Estado.
Se podíamos mudar? Poder podíamos, mas não seria a mesma coisa...
Depois de devidamente ponderadas todas as soluções (ninguém muda de casa sem pensar seriamente nas vantagens e desvantagens da mudança), optou-se por vender por 6 milhões de euros o edifício onde o SEF morava e alugar nova casa.
Poderá parecer estranha a situação de vender uma casa para alugar outra na mesma localidade. Certamente houve razões fortes para isso.
A solução passou por alugar uma casa mais pequena por 1 milhão de euros por ano.
Talvez até uma criança formada no atual ensino básico saiba calcular ao fim de quantos anos se fica a gastar mais que tendo ficado no edifício original.
Como se não bastasse, foi necessário recorrer a obras de adaptação do novo edifício alugado. Mais 2 milhões para as adaptações,
mais outro milhão para arranjos na zona envolvente. A conta foi subindo. Depois de tantas obras e tantas mudanças, chegou-se à conclusão que não havia espaço para a informática. A solução é diabolicamente estúpida. Alugaram-se dois pisos no edifício original do SEF pela módica quantia de 1 milhão de euros por ano (mais o milhão do edifício novo, a conta passou para dois milhões por ano).
Valerá a pena perguntar a uma criança se a solução acabou em prejuízo para o prestígio e para os cofres do Estado?
Parece que continuam a aparecer alguns privilegiados que fazem bons negócios ao mesmo tempo que o Estado faz negócios ruinosos. Curiosamente são os mesmos negócios.
Também parece que ninguém será responsabilizado pela situação. Ninguém irá parar à cadeia e, caso seja despedido, provavelmente ainda levará alguma indemnização e irá trabalhar para os tais que fazem tão bons negócios com o Estado.
Se podíamos mudar? Poder podíamos, mas não seria a mesma coisa...
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