Como devagar se vai ao longe e quanto mais depressa, mais devagar, quanto mais depressa mais ao longe se chega.
E está a andar de mota...
2010-11-21
2010-11-17
Desta para melhor
Nem os velórios, nem os funerais, na nossa cultura, são momentos de alegria. Quer seja porque simplesmente o nosso sentido de humor não abrange uma coisa tão natural como a morte, quer seja pelo nosso egoísmo em não querermos deixar partir o defunto porque nos faz falta, quer seja porque não acreditamos verdadeiramente que se foi desta para melhor.
No fim de semana passado lembrei-me do tio António. Lembrei-me em particular da forma respeitosa e ao mesmo tempo divertida com que ía a um velório. Sabendo de antemão as horas em que as pessoas começam a dispersar, chegava sempre mais tarde que a maioria. Prevenido para a chuva ou para o frio, acompanhava os familiares durante a noite. E tinha sempre alguma anedota para aliviar o ambiente.
A vida terminada após ter sido longa e frutuosa. Três gerações de descendentes. Alguns bens materiais para ajudar os descendentes. Do que mais me lembrei foi que, tal como na vida, ninguém o substituiu no seu velório...
No fim de semana passado lembrei-me do tio António. Lembrei-me em particular da forma respeitosa e ao mesmo tempo divertida com que ía a um velório. Sabendo de antemão as horas em que as pessoas começam a dispersar, chegava sempre mais tarde que a maioria. Prevenido para a chuva ou para o frio, acompanhava os familiares durante a noite. E tinha sempre alguma anedota para aliviar o ambiente.
A vida terminada após ter sido longa e frutuosa. Três gerações de descendentes. Alguns bens materiais para ajudar os descendentes. Do que mais me lembrei foi que, tal como na vida, ninguém o substituiu no seu velório...
Escrito por
SOD, o Pérfido
às
23:40
0
perfídias


Enviar a mensagem por emailDê a sua opinião!Partilhar no XPartilhar no FacebookPartilhar no Pinterest
Subscrever:
Mensagens (Atom)