2013-01-28

Saúdo os saudáveis

Querer pôr-se saudável pode dar merda. Digo isto com toda a convicção que o saber de experiência feito nos pode dar. Um tipo prepara-se. Equipa-se. Veste uns calções pipis, uma sweat laroca e uns ténis tecnicamente capazes. Aquece vagamente (ou vagarosamente) e parte para uma corrida. À partida escorrega em algo, mas não cai. Corre ao ritmo que pode, ainda sem o odómetro (ou será pedómetro) preso a uma qualquer parte do corpo, o qual lhe poderá dar uma contagem dos kilometros percorridos e das kilocalorias gastas. Presumo que, após a instalação de pilha nova e encontrando algum manual, ainda tenha que calibrar a passada.
E o ritmo que pode, podendo não ser muito elevado, é forte para este tipo. Do tipo de ter dificuldades em manter o ritmo das pernas certo, com a respiração ofegante. Mas lá vai ele, certo de estar a cuidar da sua boa forma física. E, melhor que fica parado, é pôr-se a mexer. Acelera o coração e melhora a circulação. Desde que a malta não se ponha a chocar uns contra os outros.
Como é habitual em quem ainda não se habituou a este ritmo de treino, a corrida acaba rapidamente. O regresso faz-se a passo, ainda que acelerado, bem mais devagar que à partida. Pouco depois de entrar em casa, ainda a tentar recuperar o fôlego, sente-se um aroma diferente do perfume habitual da casa. Senta-se para se descalçar e observa o inevitável. A escorregadela inicial foi desmistificada. Há algo de terrivelmente mal cheiroso agarrado à sola do pé esquerdo. Isto é que foi uma entrada com o pé esquerdo.

3 comentários:

Dimares disse...

Cheirinho a exercício.








Nota: é só pra dizer que estou tão farta de escrever números para enviar os comentários, que não mando mais! Pronto.

Sod o Pérfido disse...

Não devias desistir perante tal tarefa. Vê-a como exercício para os dedos. ;-)

Sod o Pérfido disse...

E o cheirinho até poderia ser a exercício, mas da tripa de algum animal.